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Mostrando postagens de Julho, 2013

mais furos

A história dos furos segue.
A máquina de furar que meu marido tem foi dada pelo meu pai. Era dele. Sabendo que está na herança genética das mulheres da família a paixão por furar paredes. Na minha casa a mão da filha vem acompanhada de uma furadeira. Quando marcam a data do casamento, o futuro marido já ganha a ferramenta.
Cresci acostumada com o barulho das brocas, reconheço o tamanho pelo zunido do giro. Fui criada assistindo a mãe escolhendo a parede, a altura, seguida do pai marcando o furo com alguma canetinha e depois do furo idealizado, furo feito. Precisamente feito.
Não sei como não pronunciei a palavra mandril antes de mamãe.
Quando Ico estava viajando a minha primeira aquisição para o apartamento foi um quadro. Pedi ao meu pai que furasse a parede. Minha mãe acompanhou como consultora. Deixei na parede as lembranças fotográficas de Nova York para quando ele voltasse.
Ele voltou, casamos e a furadeira ajudou a organização do apartamento.
Ganhamos dos meus tios uma secadora d…