sexta-feira, 11 de outubro de 2013

HOME OFFICE

Algumas tarefas domésticas são legais. Outras não. As que não são legais, vou empurrando com a barriga. Já tentei empurrar para o marido, que fez de conta que não era com ele. Varrer a casa, por exemplo, é chato! Sem falar que é difícil resistir à tentação de sair voando ou brincar de faroeste com o filho.

Arrumar a cama também é um saco. Pra que esticar lençol, colcha, edredom? Não vai durar nem vinte e quatro horas. Sem falar que eu gosto de cama estilo ninho de passarinho. Guardar roupa faço contra a vontade, só porque dei fim na cadeira que ficava no quarto. Lá pelas tantas as peças de roupa do armário eram em menor quantidade do que as que se empilhavam na pobre cadeira. Era o HD externo do closet.

Outras coisas são legais na vida de Maria! Espirrar vidrex por tudo e passar o pano. Vidro ou não vidro. Ok, de preferência, vidro. Dobrar as toalhas depois que saíram do sol, eu amo! Cuidar das plantas, arrumar as antiguidades da sala, inventar detalhes pro lavabo, disso eu gosto.

E eu amo cozinhar! Quis ser alquimista na infância - e astronauta, bombeira, ecologista, enóloga. Transformo qualquer coisa num banquete. Misturo e tempero com criatividade e amor.

Ah, cuidar da roupa também me agrada! É divertido catalogar as roupas na lavanderia. Os tapetinhos do banheiro são sempre os últimos. Abraço as camisas antes de lavar e depois de secas. Sou adepta dos mil cheirinhos disponíveis em diversos sabores de amaciante.

Sou uma romântica lavadeira. Constatei há pouco, quando fui estender a roupa íntima no varal. Olhei para as meias felizes, já penduradas em pares. Estendi as cuecas namorando as calcinhas.


Definitivamente, pendurei o amor no varal!

 Hoje, foto dupla da dupla.
Ando a favor dos pares!
E a partir de hoje as postagens também estarão no www.icothomaz.com.br

 Dois em um - Marcelo Camelo

Cada qual para o seu canto
Cada um pro seu lugar nenhum
Não há nau que zarpe em bando
Não há mal que santo cure em par

Não há razão pra sermos dois 

Cada um com seu tamanco
Cada um pro baile que quiser
Toma o teu sapato branco
Dá minha fantasia de mulher

Mas vai, razão, me diz porquê
Por quê razão? Por quê nenhum

Pois não, razão, me diz que não
Mas há razão pra sermos dois em um.

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