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Mostrando postagens de 2015

a fidelidade da tampa

Já falei sobre a minha cozinha? Digo MINHA e friso em caixa alta, com grifo MEU. Não me venha com “grifo nosso”, sempre escrevo as minhas barbaridades em nome próprio e sozinha, ainda que dentro de mim habitem muitas. Calma, antes de analisar a minha multiplicidade de personalidades, vamos falar do sentimento de posse. A cozinha é MINHA, não porque sou possessiva. Sou. Finjo que não – escrever é confessar. A cozinha é MINHA porque não é da casa.
É meu xodó. É a minha academia. É meu parque de diversões.
Nenhum garfo mora lá sem que eu tenha permitido. Escolhi cada porta e todas as medidas dos armários, improvisei uma horta, pendurei talheres grandes, escolhi os panos de prato. Amo a cafeteira e faço milagres na minha batedeira planetária.
Só eu cozinho.
Admito mão-de-obra aprendiz para bater um bolo ou untar uma forma. Empresto para que o marido e o filho usem na minha ausência apenas nos casos de emergência. Leia-se inanição.
Mentira.
Pizza congelada e miojo estão liberados. Qualque…