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estudo antropológico II: o amor e o trambique

----------- ANTES DE MAIS NADA E EM CAPS LOCK, QUERO QUE SAIBAM QUE O MEU PAI É O MEU MAIS NOVO LEITOR. EM OUTRAS PALAVRAS, A PARTIR DE HOJE NÃO TENHO MAIS DIREITO À HERANÇA E ESTOU ACEITANDO DOAÇÕES. QUEM QUISER CONTRIBUIR, POR FAVOR, ENTRE EM CONTATO QUE EU MANDO AS INFORMAÇÕES BANCÁRIAS!!! TAMBÉM ESTOU DEVENDO PRA ELE DESCULPAS PÚBLICAS, PELA MINHA IRMÃ E POR MIM, POR TERMOS DEFINIDO ELE COMO "O BARULHENTO". INJUSTAMENTE. UMA PESSOA QUE RESOLVE FURAR TODAS AS PAREDES DA CASA ÀS 8H DA MANHÃ DE DOMINGO OU CORTAR A GRAMA BEM EMBAIXO DA TUA JANELA NÃO É UM BARULHENTO. NÓS TE AMAMOS MUITO. fim do caps lock. ------- estudo antropológico II: o amor e o trambique Quem ama faz trambique. E não adianta a tentativa de me convencer do contrário, estou ciente e convicta das minhas palavras. Cada letrinha bem escrita, dizendo a verdade verdadinha. Não existe amor que não transforme a pessoa numa trambiqueira de primeira, isto é certo do que a lei da gravidade. Que atire a prime...

cineminha

Sabe quando uma pessoa está falando contigo, tu estás prestando atenção, mas na tua cabeça estão passando outras coisas? Eu faço isso às vezes, olho com a maior cara de foto 3x4, mas na minha cabeça, os pensamentos estão absurdamente mais além. E a pessoa ali, na minha frente, tentando me ganhar na palavra. É pura preguiça de ir contra e explicar o meu ponto de vista, por que eu discordo ou o que eu acho de diferente. Assim a pessoa acha que concordamos, que podemos ser parecidos, até temos afinidades. Eu presto atenção e não me manifesto por pura preguiça. Óbvio que não é sempre, mas geralmente em fins de noite, fins de festa, fins de ano e quando eu sei que a pessoa se ofende muito com opinião contrária, apenas me transformo em boa ouvinte. Em certas situações a pessoa só precisa mesmo falar. Eu me proponho a só ouvir. E não é que eu concorde. Isso mostra o quanto é difícil assumir pra um outro quem nós somos. Mostra o quanto a gente tende a jogar, a se esconder em vez de se mostrar...

que se dane amélia

A mesa era redondinha, mas ficava encostada numa das paredes da cozinha. O meu lugar era entre a mesa e a geladeira, quem mandou ser magrela... O cardápio da janta era pizza e bebíamos vinho. - Me passa a mostarda? Dei uma espirrada de mostarda na mão dele e sorri enquanto mastigava a fatia de pizza que estava quase inteira na minha boca. Sorrir de boca cheia não é charmoso pra fazer na frente do noivo. Ele franziu a testa, limpou a mão no guardanapo, colocou a mostarda no canto do prato, continuou comendo, como se nada tivesse acontecido. E aconteceu? Aconteceu. Naquela hora tive certeza do que já desconfiava, era mesmo hora de ir embora. O anel de noivado era bem bonito... pena. Não me encaixo na forma de mulher ideal. Não me encaixo na forma da mulherzinha, não sou convencional, não dou muita importância para a maioria das coisas que se aprende e que eu acho superficial! Sei lá. Ali eu vi: esposinha, nunca serei. Não que eu não curta amar de maneira desmedida, não que eu seja i...

camisola de matar marido

- Agora chega! Sou bem grandinha, é hora de ter uma camisola! – Decretei sozinha no quarto ao me deparar com a cena no espelho. Eu de camisa xadrez de flanela, meias listradas e pantufas de pé de monstro com direito a garras, com uma xícara de chá na mão.   - Deprimente! Tenho 30 anos, nem minha vó de 80 e muitos deve se vestir assim pra dormir! Amanhã compro uma camisola. É isso ou a vida! Minha gata, em cima da cama, apenas virou as orelhas pra trás e continuou procurando o melhor lugar em cima do travesseiro. Já estava acostumada com as minhas decisões noturnas, promessas não cumpridas, teorias infundadas, confissões pro espelho e principalmente comigo naqueles trajes. Eu estava convencida, dessa vez era sério. Eu que amo ficar sozinha, me agradar, me paquerar, aproveitando o máximo da minha privacidade, no auge do isolamento e egoísmo que beira à ignorar o mundo, dei de cara com uma baranga!!! Pior só se eu usasse rolo ou passasse uma nhaca verde na cara. Saí do trabalho...

o zodíaco, por mim mesma

Eu nunca acreditei muito nessas histórias de signo, até 2003. Horóscopo e previsões até hoje não leio, não levo a sério, uso pra fazer brincadeiras sobre o meu dia. PORÉÉÉM, em 2003, caiu nas minhas delicadas mãos cheias de dedos, e em frente aos meus olhos cheios de curiosidade, uma descrição da personalidade da pessoa de aquário. Era eu. E mais, uma descrição de uma pessoa de capricórnio. Era a minha irmã. Corri pra descrição do signo de touro – pessoa que mais tarde seria meu namorado – foi batata! Comecei a acreditar um pouquinho. Li todas as descrições de todos os signos e ficava tentando decifrar nas pessoas algumas das características e não é que MUITAS coisas batiam? Mais tarde me apresentaram um livro chamado NASCIDO NUMA DROGA DE DIA. É perfeito. Desde então acredito sim que os signos têm influência na personalidade das pessoas. Não que sejam todas iguais, mas que alguma coisa tem... Tem. Tem sim. E isso tem muito a ver com a maneira como as pessoas se relacionam com...