terça-feira, 27 de julho de 2010

poucos gigas

Eu não sou boa fisionomista. Não sou boa em lembrar dos rostos das pessoa que conheci. Se eu preciso encontrar alguém, tento lembrar da roupa que estava usando e se for “o Fulano, que estava bebendo água com a gente em tal lugar”, vou lembrar da marca da água, se era com ou sem bolinhas, como o Fulano bebia, onde era o lugar e o que fizemos, mas provavelmente, não me lembrarei do rosto da pessoa. Às vezes eu não presto muita atenção no rosto, escuto o que a pessoa fala, fico atenta aos gestos... pelo menos em uma primeira conversa. Sou detalhista demais pra prestar atenção apenas no rosto. A menos que a pessoa seja muito marcante já à primeira vista.



Tive uma paixão adolescente no colégio. Por todo o segundo grau, na verdade. Era um menino que nunca estudou comigo, nunca namoramos, mas éramos declaradamente apaixonados um pela companhia do outro, pela nossa sinceridade e pela maneira como jamais nos cobramos nada. Havia um pacto branco de jamais mentir. Havia um pacto branco de não se magoar pelo que o outro fizesse. Muitas vezes ele invadia o colégio, eu cabulava a aula de educação física e apenas conversávamos. Hoje,eu passaria reto por ele, como fiz tantas vezes na época do colégio. Não por maldade, só porque não lembro e nunca lembrei do rosto dele. Lembro do primeiro beijo, do gosto de coca-cola. Lembro do sorriso, dos cílios longos nos olhos pretos, lembro de todos os assuntos, lembro que ele era magrelo, as calças sempre caíam. Lembro de todos os assuntos, todas as conversas. Mas o rosto... é um quebra cabeça. Apenas partes. As que eu mais gostava.



Um pouco mais grandinha tive um grande amigo de verão: Flávio. Lembro dos olhos verdes arregalados, apavorado cada vez que eu voltava da sorveteria. Adorava as conversas matinais pós festa na beira da praia. Amava as piadas sem graça e as histórias de terror que ele contava enquanto me levava pra casa. Caminhávamos lentamente por 15 quadras! E quando eu chegava no condomínio, tinha tanto medo das almas e monstros que ele inventava, que acordava o prédio inteiro ao entrar. Eu sabia onde encontrar ele, sei cada palavra que conversamos na última vez que nos vimos, em 1997. Passaria reto por ele também.



Namorei uma pessoa que só lembrava do rosto às vezes, aliás, ainda hoje, se vejo em foto penso: me é familiar. Depois a ficha cai! Tive uma paixão da vida adulta que eu até hoje preciso fazer esforço pra montar o quebra cabeça. Isso também acontece com alguns amigos, amigas, conhecidos, até serem mais constantes na minha vida.



Eu sempre soube como irritar cada um deles. Sempre soube das pequenas manias, do jeito que um amarrava o tênis, do jeito que o outro preferia a torrada, sabor favorito de crepe. Sou detalhista, do tipo de detalhe bobo e talvez me apegue em superficialidades que não me deixam ir além. O próximo passo? Pra quê? Aqui é tão seguro.



Eu não preciso lembrar exatamente do teu rosto. Posso saber apenas dos cílios longos, posso saber apenas do sorriso, de como me olhou. Eu lembro o jeito que a tua mão foi parar na minha e eu lembro a pressão do abraço, do cheiro que tinha, a textura do cabelo e o tom de voz. Tinha um pouco de melancolia e curiosidade, com pavor e indecisão. Se quiseres me lembrar do resto, vai ser um favor que tu me faz. O próximo passo? Não sei. Quem sabe algum dia os detalhes superficiais consigam me convencer a dar passos suficientes pra caminhar ou correr por alguma trilha.


Inevitable (Anberlin)


Do you remember when we were just kids
And cardboard boxes took us miles from what we would miss
Schoolyard conversations taken to heart
And laughter took the place of everything we knew we were not
I wanna break every clock
The hands of time could never move againWe could stay in this moment (stay in this moment)
For the rest of our lives
Is it over now hey, is it over now
I wanna be your last, first kiss
That you'll ever have
I wanna be your last, first kiss
Amazing how life turns out the way that it does
We end up hurting the ones, the only ones we really love
I wanna break every clock
The hands of time could never move again
We could stay in this moment (stay in this moment)
For the rest of our lives
Is it over now hey, is it over now
I wanna be your last, first kiss
That you'll ever have
I wanna be your last, first kiss
Is it over now hey, it's over now
Is it over how hey, it's not over now
I wanna be your last, first kiss
That you'll ever have (that you'll ever have)
I wanna be your last, first love (that you'll ever have)
Till you're lying here beside me with arms and eyes open wide
I wanna be your last, first kiss for all time
 
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Às vezes tenho lembranças estranhas. Quase nunca lembro das idas, de como fui parar em certos lugares, como comecei a fazer o quê. Mas lembro com amor de cada volta pra casa. Lembro de cada pedrinha amarela que me traz de volta ao castelo. Sou segura em mim.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

to write love

Não me leve a mal. Chame-me de chata, se quiseres. Mas não nasci para aceitar, não sem questionar. Não gosto de jogos, não curto faz de conta das outras pessoas. Odeio gente burra e não suporto gente vazia, pessoas chatas me cansam, pessoas normais me fazem bufar... Falei esses dias, numa conversa com um amigo, que não sabia se me via casada ou solteira, mas que com certeza me via feliz no futuro. Faço-me feliz o suficiente pra não precisar de alguém que faça isso por mim. Quero, apenas, que não atrapalhem a minha alegria. E pode deixar que me encarrego do resto! Se alguém estiver ao meu lado, estará ali por livre escolha, estará ali feliz. Odeio prender as pessoas, não quero que me prendam... comigo as coisas funcionam de maneira mais sutil. Apesar de considerar a minha transparência ácida.



Melhor isso ou um fingimento?



Coisas simples me agradam.



Quero saber de paixão, a comum, a diária, a autêntica. Não sei ser triste. Não sei ficar insatisfeita. Não tenho medo de desconstruir e reconstruir o que for. Nem de me inventar. Ancorei em mim meu próprio coração. Resolvi acreditar no que eu quiser. Não diga e repita o que eu já sei. E, sinceramente, o que eu já sei pode ser propositalmente esquecido. O que é platônico parece funcionar melhor... Eu fico construindo altares pra rezar por santos que eu nunca tive.



Certas coisas foram para o fim da fila. Não o amor. O amor existe, é forte, imenso, gentil comigo. Ainda que não seja um amor personificado. Meu amor é um amor genérico. É uma avalanche que inicia em mim, deixo ele ser. Faço questão de não guardar esse amor, mesmo que eu seja, assumidamente, egoísta.


E é por isso que escrevemos AMOR, um no braço do outro.



Saudade...


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Eu não volto mais pra casa
Não há ninguém a me esperar
Eu não vou ver o sol nascer
Pois tranquei minhas janelas
Pra não deixar a luz entrar
Eu canto as notas mais erradas
De refrões que eu nem sei tocar
Tentei chegar até você
Mas você não ouviu nada
Chegou a hora de acordar...
Então deixa que o tempo vai cicatrizar
Ele te trouxe até aqui, mas pode te fazer mudar
Então deixa que o tempo vai
Gravar a tua voz em mim
Para que eu possa te ouvir toda vez que eu precisar
Queria tanto estar em casa
(O teu silêncio não traz paz)
Vendo mentiras na televisão
(Ele só me aproxima mais)
Esperando alguém ligar
(Deixei meu rádio em qualquer estação)
Então deixa que o tempo vai cicatrizar
Ele te trouxe até aqui, mas pode te fazer mudar
Então deixa que o tempo vai
Gravar a tua voz em mim
Para que eu possa te ouvir toda vez que eu precisar
Deixa que o tempo vai . . .
Deixa que o tempo faz . . .
Então deixa que o tempo vai cicatrizar
Ele te trouxe até aqui, mas pode te fazer mudar
(E você já mudou)
Deixa que o tempo vai
(Queria tanto estar em casa)
Gravar a tua voz em mim
Para que eu possa te ouvir
(Vendo mentiras na televisão)
Toda vez que eu precisar




terça-feira, 13 de julho de 2010

clericot

(da série contículos)

É divertido quando duas amigas saem para beber e jogar conversa for a. O bar mais movimentado da cidade estava muito cheio, para variar, as duas chegaram meia hora depois do horário combinado. “Ah, o trânsito infernal”. Mentira... uma ficou fazendo chapinha, a outra procurando os brincos favoritos dentro da bolsa.

 
Sentaram nos banquinhos altos do balcão enquanto esperavam vagar uma mesinha numa área nobre do bar. A moral da história era ver e serem vistas. Pelo menos notadas!

Pediram uma jarra de clericot.

- Tem como não colocar abacaxi??? Obrigada!

- Tu sempre implica com abacaxi...

- Sim, odeio. Abacaxi não é fruta, é praga!

 
E chegou a jarra. Clericot de vinho branco, uma infinidade de kiwi, manga, morango, uva, maçã e nenhum abacaxi pra contar história. Bem geladinho. Palitos. Tacinhas.

 
- Sabe o que eu queria, amiga?

- Batatinhas?

- Não, um namorado...

- Com cheddar?

- Quê?

- Batatinhas com ou sem cheddar??? (olhando o cardápio)

- Nada de batatinhas. Nada de cheddar. Não viemos comer... viemos beber e conversar.

- Certo! Sem batatinhas e sem cheddar. Mas o que tu queria mesmo? (chamando o garçom)

- Um namorado.

- Não tem no cardápio! Hehehe

- É sério. Obrigada, moço, não queremos nada, não...

- Não é sério. É inverno. Se estivéssemos em dezembro, tu irias fugir de qualquer compromisso.

- Não, amiga, ainda que fosse carnaval! Quero um namorado. Cansei dessa vida mambembe. Quero um porto seguro, dividir meu pacote de pipoca, alugar DVD, ficar em casa sexta à noite, ter pra quem ligar... quero amar e ser amada.

- Entendo... (completando as taças)

- Cansei de ficar com os caras errados. Eu sou tão certinha, sou para namorar! MAIS que isso, eu sou para casar!

- Assim não dá certo...

- O que não dá certo?

- Tu, certinha. Quer o cara certinho... não dá certo. Certo com certo, não dá. Errado com errado também não. Um tem que ser o certo e o outro, o errado!

- Não seja boba, claro que dá certo! Eu já fui certinha com namorado certinho e era bom. Era perfeito.

- E o que deu errado?

- Não sei... eu implicava demais. Ele era ciumento. Desgastou.

- Viu?! Um precisava ser o errado!!!

- Tu é certinha?

- Eu sou o tipo certo de pessoa errada.
 
E vem o garçom: Meninas, vagou uma mesinha ali na frente, vocês ainda têm interesse?

E as duas se mudaram de mala e cuia. E taças, frutas, palitos, clericot para uma mesinha. Pronto, podiam ver. Seriam vistas.

- Pela mãe do guarda, não olha pra trás!!!

- Por quê??? (se virando)

- Eu disse pra não virar... meu ex-ex-ex-Léo!

- Ele está aqui?

- Aqui? Não, pior, ali!!!

- O que tu quer fazer? Quer ir embora?

- Não, quero mais clericot. Dá uma virada discreta agora, vê se ele está acompanhado...

- Por que tu não olha? Tu está de frente.

- Tem um pilar, preciso me inclinar na cadeira, não posso dar bandeira. Aqui ele não me vê!

- Tem uma guria com ele. (pediram mais uma jarra)

- Do lado? Na frente? Estão de mãos dadas?

- Shhh, fica quieta... deixa eu ver!

- Se eu falo, tu não consegue ver?

- Não, besta! Hahahaha

- E então, 007? Daqui só consigo ver meio-ele sem me inclinar.

- Ela está do lado dele, mas não estão de mãos dadas.

- Ih, então, F***U! (chegou o clericot)

- Mas eles não estão de mãos dadas, isso é bom, sinal que não ficaram. Não estão juntos. Tu quer que eu passe por lá e derrube alguma coisa nela?

- Nããão!

- Nele?

- Muito menos!

- Posso grudar meu chiclé nela. Ou nele.

- Não, não, em ninguém!

- Quer que eu vá lá e faça um escândalo “Leonardo, seu cafajeste, eu em casa cuidando dos nossos 6 filhos, lavando roupa, engomando a gola das tuas camisas e tu aqui, com essa bisca!”

- Hmmm... dessa ideia eu gostei! Mas melhor não... hahahaha

- Ela é bonita!

- Tu quer morrer???

- Não mais que tu...

- Tu quer me matar???

- O que eu fiz agora?!

- Tem abacaxi nesse clericot!!!

- Quer que eu peça pra trocar?

- Relaxa. Eu palito tudo pra fora. Vou fincar pedacinho por pedacinho pra descarregara a raiva.

- Olha lá... ela ta levantando pra ir ao banheiro. Nossa, que magra, além de bonita é alta, elegante...

- Chega! Quer casar com ela?!

- Não... vou no banheiro também. Já aproveito e verifico mais de pertinho!
 

Enquanto esperava a amiga voltar do banheiro com informações precisas, fincava cada pedaço de abacaxi da jarra e das taças. Xingava cada um, espiando de canto de olho o ex-ex-ex, sentado sozinho na mesa. Pensou seriamente em ir sentar na cadeira vaga “Oi, está ocupada essa cadeira? Posso me sentar contigo?”. Mas pensar em uma resposta do tipo “Sim, está ocupada pela minha futura mulher linda, elegante, alta e magra”, fez desistir muito rápido. Algumas ideias vão embora mais rápido do que vieram. Fim dos abacaxis! E voltou a amiga espiã de banheiro.

- Neeeem te conto!

- Ok, não conta... não quero mesmo saber!

- Ela fez xixi em pé.

- Como assim em pé???

- Ela tem tico!

- ...

- Amiga, sério. Fez xixi em pé e nem baixou a tampa. Ouvi um barulho do jato muito longe. Daí espiei no vão da porta. Ela tava em pé, fazendo xixi! Ela tem tico.

- Estou em choque. Será que ele sabe?

- Olhando beeem de perto, ela também tem meio que um bigode...

- hahahahahaha

- Sééério!

- Vou chamar o garçom e pedir uma champa... hahahahahaha
 
E tomaram toda segunda jarra de clericot desabacaxizada, conversando, rindo, contando histórias, trocando olhares com os demais. Pediram a conta. Chamaram um táxi. No caminho:
 
- Tu nunca me disse que ainda gostava do teu ex-ex-ex-Léo.

- Não gosto.

- Por que então todo o alarde, o pavor, a curiosidade???

- Nós somos mulheres. Podemos fazer coisas sem justificativas e sem explicações. Vai dizer que não foi divertido?!

- Foi!

- Eu ri muito!

- Olha só... ela não tinha tico.

- O quêêêê?!

Às vezes, girls just wanna have fun!
Às vezes...


sexta-feira, 9 de julho de 2010

uns e outros

Enquanto chove na rua, aqui dentro faz um baita sol. Quase ninguém entende, mas sentir-se bem é uma arte. E é tão bom... pra alguns pode não ser fácil. Eu, particularmente, não acho difícil. Tenho uma boa capacidade de me dar bem comigo mesma. Comigo e com todas as EU que me habitam. O que não quer dizer que eu seja super conhecedora de mim mesma, às vezes eu sou um enigma. Gosto disso. Gosto de ter as minhas certezas e as minhas dúvidas, das pequenas descobertas, das invenções, das bobagens que eu faço e chego a rir sozinha, sentindo o gosto de uma colherada de insanidade diretamente do pote.

Acho bom ficar sozinha, mais que isso. Acho necessário. Pessoas que não sabem fazer isso, não se conhecem. Agregam nos seus conceitos a opinião do outro. Agregam na sua personalidade uma pitada da personalidade do outro. O que é normal e relações... Mas por isso acho importante estar sozinha às vezes. Precisamos saber até onde a gente pode ser um pouquinho esse outro, quais as manias alheias adotar, dar ouvidos a o quê. Eu não gostaria de me relacionar com alguém que emenda uma relação na outra. A gente precisa de tempo pra sedimentar as experiências, para que elas sejam mesmo parte nossa e não da pessoa anterior, não apenas um capítulo da história. Uma parte da vida fica gravada na gente, a parte que se vive. É o que se faz. O melhor está sempre por vir, o próximo segundo é sempre o mais aguardado, o amanhã vai ser sempre o mais perfeito.

Por isso não acredito nos recomeços. A história não pode ser reescritas como se nada houvesse antes dela. Havia. Havia sim! Encare isso de frente. O recomeço é uma continuidade. Impossível ter um baú de guardados mortos e enterrados... Isso não descomplica nada. Ao contrário. As coisas não precisam ser ditas, não precisam ser explícitas. O oculto e escondido pode se transformar no maior fantasma da vida – isso não é um incentivo às DR’s, ok?! Odeio DR! – por isso essa história de “ vamos zerar e daqui pra frente, vida nova”, pra mim, não existe.

Zerar uma ova, escolhe a tua espada. This is Sparta!

Certa brutalidade faz bem. Algumas sinceridades são muito brutas. Brutas, porém, necessárias! Não quero teorias, invenções, tentativas, exemplificações, nem nada mirabolante. Pra isso eu já tenho eu mesma e as minhas outras eu.

Por isso eu sempre prefiro ir embora.

E me condenam.

E não entendem.

Mas não é mais simples? Não é mais prático?

Quer ver uma coisa que me deixa furiosa??? “A máscara caiu”. Não, benzinho, nada caiu. E se depender da nova bola suíça adquirida, nada cairá.

A pessoa sempre foi o que ela resolveu ser, o que os tempos lhe impuseram. Aceite, todos mudam. Isso quem faz são as experiências. O que aconteceu foi um período de exceção. O que importa é manter a essência. As relações acabam sendo tão superficiais que pouco se importam em conhecer as essências alheias. Também não se pode querer que alguém seja sempre igual. O bacana é ser sempre o mesmo, mas sempre diferente. ESSÊNCIA. É o que interessa.

Quero sim saber quem é a pessoa. Mas quero saber isso dentro dela, não apenas enquanto estiver ao meu lado... eu posso piorar ela. Assim como posso fazer dela alguém melhor... mas é muita filosofia barata pra uma hora dessas. Eu estava devendo falar de recomeços. Quitei a dívida. Outra hora eu falo sobre as essências e o tanto que eu gosto delas.



\o/

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Enrole um pouco de mim em ti.
 
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Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar


Veja você, onde é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar


Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem


Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar


Diz, quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer, que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair


(los hermanos)

quinta-feira, 8 de julho de 2010