segunda-feira, 5 de abril de 2010

não escrevi nada do que era pra escrever

É sério, posso ser uma pessoa zen, mas isso não quer – obrigatoriamente – dizer que eu tenho paciência. Não tenho. Eu sou bem tranquila, é verdade. Brigo muito pouco e os insultos que eu falo são sem querer, pelo menos na grande maioria. As birras e desaforos sim, são pensados. Assumidamente premeditados. Acho que não há mal algum, posto (adoro usar “posto”) que assumo que faço mesmo de caso pensado. E não fico nem vermelha... Eu tenho muitos (MUITOS EM CAPS LOCK) defeitos e também conheço todos pelo nome e sobrenome. Gosto deles e continuo sustentando que as maiores paixões não surgem das qualidades e sim dos defeitos. Eu tenho alguns defeitos que eu gosto mais do que de algumas qualidades, e tenho características que às vezes são defeitos e às vezes são qualidades. Também tenho algumas características com as quais eu convivo sem saber exatamente o que são. Algumas coisas funcionam sempre bem, outras só quando não se alteram as CNTP (isso me lembra que até hoje odeio mais que tudo na vida cálculo estequiométrico).



Por incrível que pareça, o porquê de eu ser assim eu sei (ok, não sei, mas tenho uma teoria tão infundada quanto todas as outras)... Claro, são vários porquês: sou aquariana, meu ascendente é Áries, Deus quis, blá blá blá. Mas a culpa é das mimadices. Sim, eu sou mimada. Sempre fui. Não sei se é porque eu sou ruiva, porque tenho sardas no nariz, porque faço cara de Cocker pra pedir as coisas, o fato é que eu sou mimada e pela grande maioria das pessoas. Não culpem só os meus pais, me mimar era – ou ainda é – a obrigação deles. Estou falando dos mimos facultativos: amigos, amigas, chefes, professores, namorado, gatos, motorista do ônibus, sogro, sogra, dentista, etc. Acham que esse ego pra lá de inflado veio de fábrica? Lógico que não!



Nada disso é uma crítica e eu não quero que mude! E já que eu sou mimada, posso querer e ser atendida, ok?! Mas eu fui criada no meio de um bando de guris, fazia pista de bicicross, subia nas árvores, jogava futebol, bafo e carrinho de lomba como todos eles (um pouco menos coordenada, talvez). Mas se eu ralava o joelho, me carregavam no colo até o mercúrio mais próximo! Se alguém brigava comigo, todos eles me defendiam. Enquanto vocês chamavam a mãe, eu chamava meus amiguinhos!!! E assim também foi na minha adolescência, onde eu era proibida de namorar e ai de quem tentasse me paquerar. E daí vem um pouco das mimadices que eu tenho hoje em dia... de ter “um pouco” de moral com os meus amigos.



Hoje, conversando com um amigo sobre fidelidade, ele – que está namorando – me falando que não vê problema algum com a infidelidade. Claro, desde que o corno não seja ele. E eu bravamente levantei a bandeira da moral e dos bons costumes (ah, pra isso eu sou bem careta) e falei pra ele que eu vejo sim e que quando eu namoro, sou pra lá de boa moça. E ele me veio com a frase que eu mais gostei de ler na tarde: “tu é boa moça até solteira. Nunca te vi fazer nada que te tirasse o mérito de ser pra casar”. Até copiei pra Clá!!! Preciso me gabar com testemunhas, né!



Gostei disso... gostei muito disso! Sempre me preocupei em não me expor. Nunca andei por aí cada noite com uma companhia diferente, solteira ou não. Eu gosto da noite, gosto da vida social e quando a gente fica muito “visível” tem que cuidar pra não ficar também com histórias. Não condeno quem faz, cada um faz o que se sente bem pra fazer, mas eu não sei ser de outro jeito. Me vem sempre na cabeça a imagem do Guilherme (e eu tinha 14 anos) me falando: tu não vai fazer o que qualquer uma faz, porque tu não é qualquer uma e não vai se comportar como qualquer uma.



E nessa páscoa em Gramado, Diego me falou uma coisa que encaixou perfeitamente: eu não chamo qualquer uma de minha namorada. E ele me chamava de namorada antes mesmo de nós elegermos um dia (já que desde o primeiro inocente beijinho de tchau a gente nunca mais desgrudou).



Seja como for... eu não sou qualquer uma. Sou um ser mimado e educado. Com alma de tergal. Talvez eu nunca admire as bolsas da moda, talvez eu nunca use uma roupa com a etiqueta mais cara que o tecido, talvez o meu jeans seja sempre surrado, mas porque eu escolhi assim, saber quem eu sou e fazer disso o meu próprio orgulho. Meu guia. E porque eu sou sabidamente especial, quero perto de mim pessoas especiais, como meu namorado, meu FIIIDO, meus pais, minha mana, meu cunhado, minhas amigas fiéis(ah, sim, hoje eu tenho amigas e elas também me mimam!!!), meus amigos eternos, meus parceirinhos de bagunça, os doidinhos que lêem isso tudo e não entendem nada! Hahaha



Ah, no fim das contas, esse post nem era pra isso. Queria mesmo dizer que eu detesto gente que se faz de coitadinha e passa a vida se martirizando, reclamando e sofrendo pelos cantos. E pior, que às vezes procura uma aprovação que não existe. A Páscoa já passou. O cara que inventou isso tava lá pregadinho na sexta-feira santa. Sejamos criativos.

2 comentários:

Carlos disse...

Não! Tu não és qualquer uma...
Tu és o Espetáculo, lembra?
Tu és, apenas, o Máximo!
Porque tu és a KUKYYYYYYYY!
E isso te torna ÚNICA!

Clá Puyol disse...

Sempre sobra pra Clá!

Bom, eu não mimo nem minhas filhas, falo tudo na cara e muitas vezes dói. Então, se tu é mimada, minha porcentagem de culpa nisso é ZERO. Mas tu também não deixa por menos, hein? E o pior é que realmente eu admiro teus defeitos, são muito parecidos com os meus e deve ser por causa do teu ascendente poderoso, ceeeerto! Se cai como uma luva? Eu diria que faltou luva aqui. A luva deixa menos dolorido. E este tapa fez equimoses. Não em mim, claro (ah, tu me entendeu, tu sempre entende!)

A propósito! Quá quá, clap clap! #EURIMUITO