quinta-feira, 23 de setembro de 2010

estudo antropológico (I)

Podem me crucificar pelo que vou dizer agora, mas um homem de verdade precisa ter seu futebol semanal. Ou coisa que seja equivalente. E digo mais: pelo menos semanal. Se for mais de uma vez, beleza. Se for um dia de futebol, outro do tênis, mais um de pôquer e outro de paintball, que bom! Se tiver churrasco depois do futebol, melhor ainda. Um atleta precisa repor líquidos, cerveja é válida. Um atleta precisa comer proteínas, ainda que oriundas de uma bela costela pingando gordura em cima do carvão em brasa. Hmmm, até eu fiquei com água na boca!

Um homem precisa se reunir com seu clã. Eles precisam gastar energia física e mental em conjunto. Precisam correr, precisam disputar a bola, urrar a cada gol feito – sem dancinhas, por favor. Depois eles precisam comentar cada lance, de preferência durante o churrasco, relembrar o drible, aquela bola no meio das pernas, o chute no travessão. Debocham de quem perdeu como se fossem renegados das cruzadas e minutos depois servem um copo de cerveja bem gelada. Isso é másculo! Aos menos interessados na vida esportiva, vale ser maçom, participar da confraria do charuto, clube do livro, maratonistas do xadrez. Vale. Importa é que os machos encontrem um nicho seu, um habitat natural e ali, entre os outros de mesma espécie e gênero, desenvolvam seus instintos selvagens, de sobrevivência, do que mais precisarem. Depois eles  voltam pra casa. E voltam aos braços da sua amada.

Eles funcionam assim.

Em casa lavarão a louça, carregarão as compras, esticarão o lençol amarrotado da cama, massagearão os nossos pés e – o mais importante – aprenderão a respeitar o nosso tão necessário momento de solidão. Necessário e delicioso. Poderemos ler o nosso livro, assistir comédia romântica, tomar um vinho com as amigas, ficar horas pendurada no telefone com a mãe ou simplesmente, poderemos decidir ter apenas a nossa própria companhia. Não é uma troca. É um fato antropológico. SIM! Esta é a minha teoria (mais uma!!!!), desenvolvida e criada por mim, tendo por base as minhas próprias observações nem sempre confiáveis. Ah, esqueci de comentar, apenas ir na academia não vale.

Um homem que tem seu espaço junto com os seus semelhantes sabe que a mulher tem os seus também. E sabe que lá, naquele espaço, é que deve ter seus ataques de macho. Não em casa, onde deve ser gentil. Um homem entende as coisas vendo, fazendo, participando, depois precisa dos comentários, como nos churrascos. Eu, com meu feeling mulherzinha, pergunto se está tudo bem, quero desenvolver o assunto. "Tu fez gol?" Há motivo para os jogos de futebol ter um narrador e um comentarista. Eu, particularmente, dispenso o comentarista, acho que o pobre está ali chovendo no molhado, me diz o que eu já vi, o que o tira-teima já mostrou e ainda insiste em alguma piadinha sem graça. O homem gosta, discute com a TV. Xinga o rádio, troca de estação.

 

É assim que aprendem, é assim que buscam afirmação das suas opiniões. Viu? É um estudo antropológico. Por isso sou contra vetar o cara das suas práticas esportivas, ainda que sejam praticadas de segunda a segunda. Sempre vou ter o que fazer, sempre invento algo, preciso disso. Não gosto que tenham ciúmes da minha solidão, dos tempos longos e vários que eu preciso e gosto de passar comigo. E o melhor é que eu posso ainda ser a minha narradora, comentarista e trocar a minha estação! Adoro!!!

 
Viva quem sabe ficar junto separado e separado junto. Manter a individualidade é o segredo!
 
 
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(melhor cantada de tooodas, o cara que pede tudo, como quem não quer nada...)
 
 
My Yard
Jamie Cullum


So hail a taxi cab and come around here


And i will meet you right outside.


I got some dvds and a couple of beers,


If you want to,


We can stay up all night.


It's nothing fancy, just a little couch and me


And conversation for your mind.


So let's explore all the possibilities


Of the things that we both talked about last time.






Chorus:


Take a trip to my yard


Don't you know the grass is greener on the other side?


Take a trip to my yard


Don't you know the love that you've been dreaming of is mine?






I'll be your neighbour at the other end of town


And the benefits you soon will find.


So let's enjoy the fact that we're on our own


And we will answer to nobody else this time.


Tonight might be nothing but the moon and me


Any time that we take the script and flip it baby


Take a trip to my yard






Chorus:


Take a trip to my yard


Don't you know the grass is greener on the otherside?


Take a trip to my yard


Don't you know the love that you've been dreaming of is mine?





9 comentários:

Jéssica Menezes' disse...

Louise, sua lhinda. Suas teorias dominarão o mundo!!! hahhaha'

Belíssimo texto, minha querida!
Verdades, verdadonas!rs

Keila disse...

Kuky, que texto é esse? Ótimooo! Adorei e concordo muito com essa teoria.
Amei a foto também. Tá linda!

Carlos disse...

Kukymera! Definitivamente, TU NÃO EXISTE! Essa foto deslumbrante deve ser uma miragem. Uma ilusão proposta pela nossa mente ávida em encontrar a Mulher que se encaixe, não apenas entre corpos, mas também e principalmente, entre estas mui bem-vindas diferenças de gênero. Tudo isso e ainda LINDA como só!!!
Bom demais pra ser verdade...

Maya disse...

Sensacional! Tudo grande verdade.
beijos

Fabiano R Battaglin disse...

fato fatíssimo fatificando na fatolândia!!!

PS- que reação maravilhosa de alegria foi essa na foto? Adorei o sorrisão de gente feliz.

Adalberto disse...

essa mulher é incrível... mas só um pouco ehhehe

BETO disse...

Dona Bocuda das Revoluções, feliz do homem que conseguir conquistar vc!
Ensina isso p Baixa!!!! huahuahua
Saudade, liga p mim. Semana q vem to em POA. bj

Anônimo disse...

Fantástica, linda e única!

Rick disse...

Não... vc não existe! Rs...